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Festa Literária Internacional de Niterói 2025 (dia 17/10)

Entrada da FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Painel da FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Escritora com logo da FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Estande de livros da Livraria Leitura na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Mesa expondo os trabalhos da EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Estande de editora na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Ingresso para a mesa de Itamar Vieira Junior na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Fã com livro de Itamar Vieira Junior na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Mesa de Itamar Vieira Junior na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Itamar Vieira Junior na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Ingresso para a mesa de Mia Couto na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Fã com livros de Mia Couto na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Mesa de Mia Couto na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Mia Couto na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)
Escritoras na FLIN (Festa Literária Internacional de Niterói)

Poucas coisas se comparam a um leitor no meio de um paraíso literário! Para nós, a sensação de estar entre as páginas, as palavras e os livros liberta! E foi como me senti ontem no meu primeiro de FLIN: a literatura se fez no público que passava, nas atrações que pesquei aqui e ali e nos pedacinhos do ar!

Ainda assim, o que eu ansiava mesmo eram as mesas do Itamar Vieira Junior e do Mia Couto! O primeiro calcou de magia a história do suor e do grito de um povo distante pra mim; o segundo, de quem, até o momento, li apenas poesias, mas cuja literatura se escreve da terra e do sangue de um lugar cuja luta não dimensiono… Meu pequeno universo não tem tanta maldade para entender certas nuances, mas agiganta em sua simplicidade o valor de gente que amei sem ver!

Foi incrível estar na sua presença, porém também estranho, porque pareciam humanos: eu me senti ouvindo amigos, que compartilharam em uma mesa de café ou na sala de casa os rascunhos de seus sonhos… Suas falas sobre espaços, nossas percepções como seres da terra e a morte que esbarra perto demais tornaram a arte parte do mundo dos outros! Não parecíamos seu público ou admiradores, mas gente do cotidiano, que lhes leva o palco porque ama com a alma…

E, chocando um total de zero pessoas, eu chorei por essa celebração da vida invisível que nos toca a todo instante, sempre à espera de alguém que a traga ao mundo! Ela é magia, motivo, meio, estrada, pergunta e representatividade de gente que tem sede de escutar…! Em minha pequenez de escritora iniciante, com textos na gaveta e um sonho de visão, ontem foi uma daquelas situações em que as minhas vias se encaixaram… Eu estava no que fazia sentido, nessa força que pisa e bate pra reclamar território nos corações!

Ainda vou em mais um dia de FLIN, porém posso afirmar: a melhor coisa ontem foi ver que a literatura não está mais em um pedestal… Depois de tanto tempo exclusiva, esguia, por vezes cega, ela desceu até nós: até os seus porquês!


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